Aníbal Viegas
Humor Levado a Sério
Fazendo o humor ser levado a sério nas organizações.
Antes de virar palestra, isto foi prática. Passei quarenta anos entre a tecnologia — numa empresa do setor financeiro —, a sala de aula como professor universitário, a liderança de equipes e a vida de empresário, além do trabalho com organizações de referência. Em todas essas frentes, o humor foi o que me aproximou das pessoas. Só mais tarde encontrei a ciência que confirma isso — e foi ela que me fez levar o humor a sério, com fundamentação, não como enfeite.
E aqui vale o aviso: não é piada, não é stand-up, não é transformar a empresa num clube de comédia. Existe o humor que separa — o que ridiculariza, exclui, machuca — e existe o humor afiliativo, o que reduz a distância entre as pessoas, cria segurança e faz o grupo se soltar. Muita gente já usa o segundo de forma intuitiva; o que a palestra mostra é como fazer isso com consciência — como se cria, como se sustenta esse humor no dia a dia.
Para quem lidera, isso muda o jogo. O humor afiliativo humaniza a relação sem que o líder perca o cargo: o poder continua ali, mas passa a ser exercido de outra forma, mais próxima. Isso vale para líderes e para as equipes que eles formam. E é justamente esse ambiente — leve e seguro — que a inovação exige: nenhuma ideia nova nasce onde há medo de errar. O humor não garante inovação, mas constrói o terreno onde ela acontece.